quarta-feira, 31 de março de 2010

Pedagogia da Terra


Sinopse: A civilização tecnológica nos trouxe infindáveis benefícios, conhecimento e comodidades. Permitiu-nos entender e construir uma visão de mundo cujos limites se expandiam espantosamente, parecendo não ter fim, até desvendar uma das mais incontestes verdades com a qual a comunidade humana se vê obrigada a conviver; os limites da destruição do planeta em que vive. Ao nos apresentar a Terra como uma única comunidade, Gadotti nos acena com um nova paradigma para a prática pedagógica e, juntamente com os novos e definitivos conceitos sobre os caminhos da educação, apresenta, com Gustavo Cherubine e Natália Bernal, inúmeros exemplos concretos de experiências, sugestões de leitura, bem como propostas de reflexão e aprofundamento sobre o que ele chama de 'Pedagogia da Terra'.
para saber mais: aqui, ali e acolá.
Entrevista com Moacir Gadotti:

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"Estamos sendo convocados para sermos enfermeiros de uma época que morre e parteiros de um novo tempo" May East, no curso Gaia 2009 - design de sustentabilidade

terça-feira, 30 de março de 2010

Educação em Valores Humanos EVH

Segundo o Programa Sathya Sai, a Educação em Valores Humanos não fornece uma Pedagogia Específica. Ela trabalha os diferentes níveis de consciência; emocional, intelectual, física, psíquica e espiritual; tendo como base cinco valores; Paz, Verdade, Retidão, Amor e Não violência; através de 5 técnicas; harmonizações e relaxamento, citações ou frases, contação das histórias, contos; canto grupal e atividades grupais. A relação entre Ecologia/Sustentabilidade e a virtude Não Violência é muito próxima quando são citados os tópicos da Responsabilidade Social e Planetária: consciência da Unidade, interdependência, consumo consciente, consciência da Unidade, cuidados com os elementos naturais, reciclagem, equilíbrio ambiental, resíduos tóxicos, poluição (em todas as suas modalidades) e energias alternativas (eólica, solar). A Educação em Valores Humanos pode ser aplicada através dos PCN’s e dos temas transversais, ou ainda adaptada às pedagogias tradicionais, como a Montessoriana, Waldorf, Construtivista, etc... A terminologia pode ser adaptada, de forma que sejam melhor compreendidos, evitando assim bloqueios e respeitando-se as singularidades culturais da comunidade escolar. O educador atua como elemento de auxílio no processo de auto-conhecimento e crescimento interior, colabora para que haja maior integração entre o falar, o pensar e o agir e também desperta talentos adormecidos, criatividade, espírito de trabalho em grupo, cooperação e harmonia. A avaliação objetiva a verificação do desenvolvimento dos valores na personalidade do estudante; o conhecimento dos valores correlatos trabalhados e sua importância; a habilidade do estudante de aplicá-los em sua vida diária através do pensar, sentir e agir; a habilidade do estudante de observar as palavras e as ações dos outros, usando um critério justo para absorver o bem e descartar o mal e a utilização do intelecto para buscar formas alternativas de conduta, julgando qual é a mais útil para a felicidade humana. Alguns correlatos da virtude Não violência-Social: aceitação do outro, respeito às diversidades, apreciação de outras culturas, cidadania, civismo, justiça social, patriotismo, voluntariado e participação. Um dos correlatos da virtude Não violência – Psicológica é a cooperação.

Vânia Lúcia de Souza Oliveira
livro: As virtudes divinas - Brahma Kumaris - 1997 - 3ª edição - www.bkwsu.org/brazil
livro: Vivendo Valores - um manual - Uma publicação da Universidade Mundial Brahma Kumaris em homenagem ao 50º aniversário das Nações Unidas - 1999 - 3ª edição
Para saber mais: aqui e aqui e de link em link naveguemos... :)

Escola sustentável

O que é uma escola sustentável?

Existem muitas definições sobre o que é sustentável. A mais apropriada que encontramos diz que o sistema em que vivemos deve satisfazer nossas necessidades de crescimento e manutenção armazenando mais energia do que a despendida para construí-lo. Isso quer dizer que nosso foco deve estar em obter o que precisamos no presente sem comprometer a estrutura para que as gerações futuras possam fazer o mesmo. A escola sustentável busca ensinar as crianças a viver dentro dessa lógica. Produzir ao invés de consumir e gastar. Só assim será possível difundir o conceito e aplicá-lo.
Para muitos estudantes o futuro parece incerto e até assustador. Por isso, existe a necessidade dessa interpretação mais ampla da educação. É preciso mudar o foco e escolher temas que ofereçam as ferramentas para construir um futuro sustentável. Isso envolve um aprendizado contínuo e interdisciplinar. E o meio-ambiente pode fazer essa ponte!
A eco-alfabetização traz em si mesma conceitos básicos da sustentabilidade. Programas que descobrem a natureza pela ciência, matemática, literatura, arte e ciências sociais permitem investigações práticas e encorajam avaliações críticas fundamentais para que tenhamos adultos capazes de viver de forma sustentável.
A reorientação da educação envolve não somente aumentar o conhecimento do aluno, mas incentivar o desenvolvimento de habilidades e valores que motivarão para estilos de vida sustentáveis. Já está comprovado que elevar o grau de instrução das pessoas não é suficiente para alcançar sociedades sustentáveis. Por isso estamos aqui. Nós e você. A escola-sustentável propõe uma educação básica que inclua o ensino de valores, a promoção do cuidado com o planeta, o cuidado com as pessoas e a partilha justa de recursos.
Como fazer isso?O ensino da sustentabilidade deve começar com projetos. Eles enfatizam o pensamento crítico, a resolução de problemas, a tomada de decisões, análise, o aprendizado cooperativo, liderança e a capacidade de comunicação. Já o meio ambiente deve entrar como uma coisa divertida e dinâmica, algo que mostre para os futuros cidadãos que nós fazemos parte do que chamamos natureza e que não é apenas na semana dedicada ao meio-ambiente, ou no dia da árvore, que devemos pensar sobre ela. E mais uma vez você pergunta: como? A permacultura (inventada pelo australiano Bill Mollison na década de 70) tem algumas dessas respostas. Ela é um pacote pedagógico, uma metodologia para a criação de ambientes produtivos, sustentáveis e ecológicos que possibilitam o homem habitar a terra sem destruí-la.
E não pense que a escola é pequena demais para isso, ela é ideal. Começar envolvendo as crianças com os canteiros e espaços verdes da área escolar é o início perfeito do relacionamento entre esses pequenos seres humanos e a natureza. Lembre, estamos dando apenas o primeiro passo! Você vai ver como esses espaços, verdadeiras salas de aula ao ar livre, são capazes de entusiasmar e envolver seus alunos.
Veja uma comparação entre o ensino tradicional, centrado no professor, e o ensino que propomos, aberto e centrado no aluno.

Educação centrada no professor:
* Professor ensina, os alunos são ensinados;
* Professor sabe tudo;
* Professor pensa sobre os alunos;
* Professor é o sujeito do conhecimento e os alunos são o objeto.

Educação centrada no aluno
* Partilha a informação;
* Gera opções de aprendizado criativo e auto-iniciado;
* Alunos envolvidos no processo;
* Ênfase na avaliação holística;
* Alunos contribuem para a seleção das experiências de aprendizagem.

Como vemos, os modelos centrados no aluno são fundamentais para a criação de uma consciência sustentável. Eles oferecem processos interativos que podem ajudá-los a se sentirem responsáveis por seu aprendizado, desenvolvendo habilidades. Esse modelo de educação oferece ferramentas para restabelecermos o controle sobre o aprendizado, dirigindo nosso futuro para a sustentabilidade.

fonte do arquivo: aqui

Pedagogia Griô


Páginas do livro

A pedagogia griô, criada por Líllian Pacheco, tem como referenciais teóricos e metodológicos a educação biocêntrica, de Ruth Cavalcante; a educação dialógica, de Paulo Freire; a educação para as relações étnico-raciais positivas, de Vanda Machado; a arte educação comunitária, de Carlos Petrovich; a educação que marca o corpo, de Fátima Freire; e é inspirada na pedagogia de todas as expressões culturais de tradição oral, principalmente de raízes afro-indígenas.
PACHECO, Líllian. Pedagogia griô: a reinvenção da roda da vida. Lençóis, Grãos de Luz e Griô, 2006.
Para saber mais aqui, ali e acolá...


Pedagogia da Roda



Da roda, mangueira e internet...

Descoberta boa, inspiradora:

"Tião Rocha é um homem simples e que gosta de desafios. De fala calma, ele parece estar sempre silenciosamente inquieto. É um sujeito que gosta de colocar as coisas em prática para ver se funcionam. Há mais de duas décadas, Tião resolveu testar algumas idéias nas quais sempre acreditou.

Fundado na década de 80, o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) é um laboratório de experiências educacionais. A idéia fundadora era mexer em receitas prontas, em idéias estabelecidas no status quo. O modelo escolar tradicional não era suficiente para o que ele imaginava ser o verdadeiro sentido da Educação.

Os primeiros passos do CPCD foram questionar os elementos mais básicos da forma e estrutura de aprendizado. É possível ter uma escola sem muros, debaixo de um pé de manga? As “aulas” podem ser dadas em uma roda? É preciso que alguém ocupe o papel de professor?

(...)

A internet como ferramenta de transformação

Apesar de já ter chegado longe (em 2007 ganhou o prêmio Empreendedor Social 2007 ), Tião sabe que é sempre bom relativizar e desconfiar das coisas. O olhar matuto. O olhar do antropólogo.

Para ele, a Internet é apenas mais uma ferramenta. Ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Nessa área, ele segue a tradição: sem o real, o virtual não existe. “O fato de ter acesso não torna as pessoas melhores. Uma vez, numa roda de conversa com alguns jovens, uma adolescente disse que participava de 250 comunidades no orkut. E aí eu perguntei, 'e no seu bairro, você participa de algum grupo? Da escola de samba? Da associação de moradores? Do time de futebol?'”

E foi por isso que Tião passou a utilizar a teoria do TIC TAC. Para ele, os jovens hoje estão cheios de TICs (Tecnologia de Informação e Comunicação), mas sem os TACs (Tecnologia de Aprendizagem e Convivência) esse relógio não vai funcionar direito.

Tião concorda que a internet traz no seu DNA a idéia de descentralizar e de agir independentemente. Quanto mais abertas forem as novas tecnologias, mais interessante será para os jovens. Ele cita o exemplo do autor indiano Sugata Mitra e do livro Um Furo na Parede (Tião assina a orelha da edição brasileira). “Quando você quebra muros, favorece relações mais horizontais. Isso gera uma série de possibilidades”, afirma.

Em vários aspectos Tião remonta personagens das páginas de Guimarães Rosa. E assim como o escritor mineiro ele gosta de inventar palavras. “Empodimento” é uma das suas preferidas. Ela surgiu da constante resposta que o educador dava aos jovens que ainda não eram certos da liberdade que tinham: “pode fazer isso, Tião?”. “Pode, sim. Pode tudo.”

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